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O que é uma DRE e como ela pode ajudar o seu negócio?

O que é um DRE e qual a importância dele para o seu negócio? Bluke

O que é uma DRE e como ela pode ajudar o seu negócio?

O que é uma DRE e como ela pode ajudar o seu negócio? 2000 1096 Marcio Takeuchi

Sempre que falamos de relatórios contábeis, a DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) merece destaque como um dos relatórios mais importantes emitidos por contadores. É um material primordial para que empresas, pequenas, médias ou grandes, visualizem a saúde do seu negócio

Através deste relatório, gestores podem identificar lacunas operacionais que carecem de desenvolvimento e melhoria, avaliando a capacidade da empresa de gerar lucro para que, se necessário, tomem decisões que venham a mudar o modelo operacional da organização.

Definindo uma DRE

A DRE, ou Demonstração do Resultado do Exercício, é um documento contábil que detalha a formação do resultado líquido de uma empresa no ano. Esta síntese oferece um relatório econômico completo das atividades operacionais ou não operacionais de uma companhia. Mas, principalmente, demonstra se há lucro ou prejuízo no período.

Por lei (Nº 6.404, de dezembro de 1976), todas as empresas brasileiras, exceto as MEI – Micro empreendedor Individual – estão obrigadas a emitir o relatório anualmente, sempre após o encerramento do ano calendário. 

Geralmente, a DRE é elaborada em conjunto com o Balanço Patrimonial e, obrigatoriamente, deve sempre passar pela assinatura de um contador homologado pelo CRC – Conselho Regional de Contabilidade.

Mas, essa demonstração possui uma importância que vai além obrigatoriedade legal. Além de atender exigências fiscais e contábeis, este controle serve como apoio para tomada de decisões e análise de desempenho de qualquer organização.

Qual o propósito deste relatório?

A DRE possui como propósito apresentar a composição do resultado líquido em um determinado período, legalmente, de 1 ano, mas que a título de análise pode contar com menores períodos de recorrência. 

Como um documento destinado ao Fisco, a DRE é a síntese utilizada pelo governo para verificar se os cálculos de imposto foram devidamente realizados. Via de regra, o demonstrativo deve ser apresentado anualmente.

Para a organização, como benefício direto, a DRE acaba funcionando como utensílio contábil que contribui na verificação da saúde financeira de uma empresa, mostrando qual o resultado da empresa no que compete ao lucro ou prejuízos. Com este controle, tem-se uma ferramenta que resume o controle financeiro e ajuda gestores a obterem a real perspectiva das decisões tomadas no último ano calendário. Assim, fica mais fácil definir estratégias administrativas para o negócio.

Os KPIs gerados pela DRE permite uma avaliação do desempenho geral da empresa, assim como a análise de eficiência dos gestores em atingir metas positivas em suas áreas.

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Para empresas que buscam investimentos, como startups, a DRE é um dos itens fundamentais para a captação de recursos. Bancos, Fundos de Investimento e analistas de crédito podem requisitar este relatório como parte do estudo para liberação e aplicação do dinheiro.

A importância da DRE na Gestão Contábil

A DRE é um dos principais relatórios contábeis para gestão contábil, junto de um Demonstrativo de Fluxo de Caixa e do Balanço patrimonial. Com este relatório, a empresa pode aferir seu potencial de geração de resultados (lucro) para quando necessário, realizar ajustes voltadas à eficiência do negócio. 

É um relatório muito completo que pode proporcionar inúmeros KPIs. Com a DRE é possível estabelecer indicadores de:

  • Faturamento Bruto
  • Ticket Médio
  • Resultado Líquido
  • Despesas com Impostos
  • Custos de Infraestrutura
  • EBITDA

Como estruturar o relatório de DRE?

A lei é muito clara quanto as informações que precisam estar contidas dentro da DRE. A demonstração de resultado do exercício deve conter:

  1. A receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos;
  2. A receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto;
  3. As despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;
  4. O lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas;
  5. O resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto;
  6. As participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência, ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa;
  7. O lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.

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Logo, para chegar nas informações requeridas pelo governo, vários cálculos são realizados na construção da DRE. A sua estrutura básica implica nos seguintes passos:

  1. Apresente a Receita Bruta de vendas e dela subtraia todas as deduções e impostos. Daí, tem-se a Receita líquida do período. 
  2. Da Receita líquida, subtraímos os custos variáveis, como despesas com mercadorias. Chegamos então à Margem Bruta.
  3. Da margem Bruta, subtraem-se despesas operacionais, despesas administrativas, financeiras e despesas gerais, chegando ao EBITDA. Aqui, incluímos as despesas com Depreciação, amortização e exaustão, além outras receitas e despesas. Atingimos o Resultado Operacional Líquido.
  4. Com o Resultado Operacional Líquido em mãos, deduziremos as despesas de IRPJ e CSLL, chegando ao Resultado Líquido do Exercício, objetivo da DRE.
(+)Receitas Bruta de Vendas
(-)Deduções e Impostos
ResultadoReceita Líquida
(-)Custo Variável
ResultadoMargem Bruta
(-)Despesas Variáveis
ResultadoMargem de Contribuição
(-)Gastos com pessoal
(-)Despesas operacionais
ResultadoEBITDA
(-)Depreciação, Amortização e Exaustão
(-)Outras Receitas e despesas
ResultadoResultado operacional
(-)Tributos (IRPJ e CSLL)
ResultadoResultado Líquido

Aqui, após compreender a estrutura tradicional para desenvolvimento da DRE, é fundamental entender o significado de alguns cálculos. Vejamos um pouco mais sobre alguns deles:

  1. Receita de vendas: é toda a receita gerada oriunda da venda de produtos e serviços, ou recebimento de royalties.
  2. Impostos e deduções: são todas as tributações incidentes em qualquer operação de venda, como ICMS, ISS, PIS e, etc. Considera-se também o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
  3. Receita Líquida: compete a receita bruta com o desconto dos impostos e deduções;
  4. Margem Bruta: é a rentabilidade do negócio após deduções de venda (impostos, despesas variáveis, abatimentos e descontos);
  5. Despesas variáveis: despesas variáveis são custos que não estão atrelados ao produto final. Um exemplo: despesas de marketing e vendas.
  6. Margem de Contribuição: implica na parcela do lucro oriundo da venda de produtos e serviços que contribuirá nas despesas de estrutura da empresa.
  7. IRPJ e CSLL: são impostos que incidem diretamente sobre o lucro da empresa, não aplicáveis às empresas que operam com o regime tributário Simples Nacional
  8. EBITDA: é o lucro antes dos descontos de juros e impostos, depreciação e amortização.
  9. Resultado do exercício: prejuízo ou lucro definido após a listagem de todas as despesas e receitas. Quando há lucro, há a possibilidade de distribuição desta quantia entre acionistas e demais sócios. 
  10. Resultado Líquido: esse valor representa o resultado do desempenho da empresa para o período, considerando todos os ganhos e perdas.

Claro que este modelo que citamos não é regra. Ele contempla apenas as informações básicas para atender as regras do Fisco. É interessante sempre considerar a modelo de negócio da sua empresa, adequando o controle das informações para medidas estratégicas que compreendam à sua empresa.

Para realizar uma DRE que atenda todos os requisitos do governo e que represente a realidade com eficácia é fundamental que haja um controle de absolutamente todos os comprovantes relacionados à empresa.

Conclusão

Realizar uma análise recorrente da DRE é essencial para visualizar a saúde financeira da sua empresa. Assim, é mais simples diagnosticar a origem de despesas ou gargalos na performance das vendas, por exemplo. Fica mais fácil também identificar pontos que merecem maior alocação de recursos financeiros — seja, por exemplo, para aprimorar os produtos vendidos, ou no desenvolvimento e construção da marca.

Uma boa assessoria contábil realizara os cálculos de forma precisa, listando todos os itens previstos em lei para a elaboração de uma DRE. Além disso, trará aspectos pertinentes ao seu negócio, que contribuirão profundamente nas estratégias de crescimento, captação de recursos.

Descubra como a Assessoria Contábil pode contribuir nas tomadas de decisão do seu negócio, ajudando a manter a casa em ordem para as investidas de captação de recursos.

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